Por Dácio Jose Moreira Aragão Filho e Rafael Lira de Souza
Trata-se de um sistema desenvolvido por um grupo de pesquisadores norte-americanos, batizado como "BRAINGATE",
Esse sistema liga o cérebro humano a um PC, que possibilitará reconfigurar as reações neurológicas que definem os pensamentos e as ações. Para o efeito é implantado um chip à superfície da parte do cérebro responsável pelo movimento dos membros superiores.
Colocado sobre a região do cérebro responsável pelo movimento, o dispositivo aí implantado é um chip de silício com 100 eletrodos, a seguir é feita a transmissão a um computador, que irá traduzir tal atividade em ordens de movimento. Todo o periférico externo pode, então, ser controlado pelo pensamento.
BrainGate ("portal do cérebro"), a nova interface neural foi projetada para permitir que os deficientes com imobilidade motora possam se comunicar, ou mesmo acionar equipamentos por meio de um computador, como telefones, TV, as luzes da casa ou qualquer outro dispositivo que possa ser acoplado ao PC.
O chip é implantado na área do cérebro responsável pelos movimentos. Mas, em outras aplicações, ele poderá também ser implantado em outras áreas do cérebro, responsáveis por outros processos corporais.
O princípio de operação por detrás do BrainGate é que, com a função cerebral intacta, os sinais cerebrais são gerados mesmo que eles não sejam enviados ou não cheguem até os braços, mãos e pernas. Os sinais são interpretados e traduzidos em movimentos do cursor na tela, permitindo que, literalmente, o usuário controle o computador com o pensamento.
A empresa fabricante do dispositivo, a Cyberkinetics, anunciou que está aprimorando o sistema para que ele possa controlar diretamente dispositivos robóticos, como uma cadeira de rodas inteligente, sem depender da ligação a um computador externo.
Segundo a empresa, a cirurgia para implantação do chip é relativamente curta - dura apenas três horas e não apresenta riscos de rejeição. Entre outros planos, a companhia pretende desenvolver também um produto que utilize tecnologia wireless, eliminando a necessidade de conectar um fio diretamente ao cérebro do paciente.
O primeiro paciente foi um homem de 25 anos, Matthew Naggle, que estava paralisado há três anos, devido a uma ferida de navalha na espinal medula. Recebeu o implante em 2004 e aprendeu a mover o cursor do computador apenas por pensar em fazê-lo. Conseguia abrir e-mail, desenhar formas circulares com um programa de desenho, e fazer um jogo simples. Conseguia ajustar o volume da televisão, com a força do pensamento, enquanto mantinha uma conversa, relata um comunicado da Universidade de Chicago.
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